Archive for the ‘memória’ Category

Em 97, qualquer um era cineasta

07/02/2011

Ontem eu fiz aniversário pela 28ª vez. Acho que por causa do 8, redondinho, gordinho, o número é bem mais pesado do que 27. Ou seja, mais um capítulo da novela que sempre será melhor antes do que agora, SAUDOSISMO ATTACK!!!

Na verdade eu ainda gosto de redescobrir coisas em VHS ou, mais raro até, CD-ROMs que a gente encontra pelas gavetas da vida. Foi o caso ontem, nesse meu aniversário, ao qual por sinal compareceu o Alex, amigo mais antigo com que mantenho contato (fizemos a conta e fazem assustadores 20 anos agora em 2011).

O que havia nesse CD-ROM? Alguém com menos de 20 anos sabe o que é um CD-ROM? Bem, ele tinha vídeos, 48 deles. Vídeos de um minuto, como esse aqui:

Essa voz fanha imitando o “Saúde É o Que Interessa” da Escolinha do Professor Raimundo sobre uma trilha de Speed Racer versão dance (não fica mais anos 90 que isso) é minha.
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Meu novo aniversário

21/04/2010

É isso aí, a partir de hoje, podem me dar parabéns também em 20 de abril.

É, jão. Aqui é ZONA SUL. IBIRAPUERA

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Death of a martian

27/06/2009

Bom, não tinha mais nenhum título sobrando para falar do Michael Jackson. E tudo bem que a música do RHCP fala sobre um cachorro, mas convém ao caso, sem (quase) nenhum desrespeito intencional.

Não, nem tenho nada novo pra dizer sobre o que significou a carreira do cara, sua morte e etceteras. Se você ainda quer ler sobre isso, recomendo esse texto da Slate, que me remeteu a esse vídeo do Jarvis Cocker, do Pulp, interrompendo a apresentação de “Earth Song” no Brit Awards de 1996:

Diz o Jarvis que foi um protesto contra o messianismo do Michael Jackson, que se não me engano abençoava um rabino durante a performance, cercado de um coro de crianças (ahem). “Earth Song”, faz sentido pra um marciano.

Mas nem é disso que eu ia falar, a princípio. Ontem passou no SBT o grande e largamente inexplicável Moonwalker, espécie de filme promocional do disco Bad lançado em 88. Não tem nenhum grande plot, é uma sequência de curtas-videoclipes, um mais nonsense que o outro. Tipos, depois de uma refilmagem do clipe de “Bad” (aquele do metrô) feita só com crianças (ahem), o Michael-criança passa por uma fumaça e vira Michael-adulto de novo. Aí ele é perseguido por fãs e jornalistas de massinha, e para fugir se transforma em um coelho (pois é) e sai andando de moto ao som de “Speed Demon”. Juro:

Aí, umas lengalengas depois, Jacko está brincando no parque com crianças (ahem), entre elas o Sean Lennon, parece, quando o cachorro dele foge atrás da bola. Todos entram numa caverna e lá encontram o Mr. Big (não aquele, nem o do Sex & The City, mas sim o Joe Pesci), um gângster que quer viciar o mundo em drogas, começando pelas crianças (ahem). Enfim, daí pra frente a gente descobre que o Michael na verdade era um gângster mágico, que tira seu poder de estrelas cadentes e pode se transformar em carro, robô e nave espacial. Tudo isso pra salvar uma criancinha loira (ahem) das mãos do Mr. Big.

Bem, por incrível que pareça, esse samba do ex-crioulo-doido virou um jogo de videogame, que foi razoavelmente popular no Brasil lá no comecinho dos anos 90, e esse é o ponto que eu queria chegar. O nome oficial é Michael Jackson’s Moonwalker, e eu jogava a versão do Mega Drive, que comparada aos Shinobi e Golden Axe da época era horrível, mas tinha seu charme:

Tem também o jogo todo no YouTube, pra quem está MUITO saudoso mesmo. Mas observando esse trecho, dá pra ter uma ideia de como o axioma “Michael Jackson é esquisito” se instalou de forma perene nas psiquês indefesas da juventude que jogava isso:

  • Saem brilhos das mãos e pés dele;
  • Mesmo em 16 bits, dá pra notar que o chutinho xoxo do MJ nunca derrubaria um gângster;
  • Quando uma mulher agarra o Michael, você tem que bater nela;
  • As criança (porque era sempre a mesma) dão um gritinho “Michael!” que nunca mais sai da memória;
  • Depois de resgatar as criança da fase, um CHIMPANZÉ aparece do nada e aponta pra que lado ir;
  • Quando se sobe no piano, as teclas fazem barulho (eu achava isso muito moderno);
  • Todo mundo dança e morre na sequência. E estamos na primeira fase.

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No news friday

29/05/2009

Bem, anticlimaxicamente, ninguém me ligou hoje. Boa ou má, a notícia fica para segunda, i guess.

(Sem imagem porque o Firefox também não está a fim de colaborar)

Big news friday

26/05/2009

Então, lembram aquela baitolagem toda que eu fiquei fazendo sobre grandes planos, grandes mudanças etc.? Bem, tá tudo rolando ainda. Mas pra deixar mais legal, já que sexta é o dia que me darão a resposta nessa fascinante guinada de carreira, vou deixar pra anunciar a proposta em si, o sucesso ou fracasso no dia em que souber mesmo.

Enquanto isso, que mais que eu conto de emocionante… O Edgard no Ar, programa do qual faço parte da equipe de (dois) roteiristas, pelo que eu soube teve um começo não dos melhores no Ibope, mas agora está indo bem. O que é de se surpreender, dado que o Multishow não passa praticamente nenhuma chamada do programa, não faço ideia porquê. Alguma alma caridosa subiu no YouTube alguns exemplares do meu quadro preferido, que é a radionovela do último bloco (que também prometeram que subiriam no site do Multishow, mas enfim…)

Nota-se, claro, que o quadro ainda tem o que melhorar. Como não tivemos piloto, fomos fazendo os ajustes valendo mesmo. O programa (que passa toda terça, às 21h, no Multishow) começou meio corridão, com muitos quadros, muitas ideias e pouco tempo pra desenvolver qualquer assunto, mas acho que no de hoje (com o NX Zero) chegamos em algo mais próximo do ideal.

Aliás, como já tinham me avisado antes, os caras são bastante simpáticos ao vivo. Toparam fazer tudo que a gente pediu no programa, inclusive cover de Kings of Leon. Para um boquirroto como eu, que sempre fala antes de pensar duas vezes, é sempre um problema encontrar gente que você já falou mal por preconceito (e não me entendam mal, ou bem, enfim, nesses tempos de “sou eclético” eu acho preconceito uma coisa até boa na música), ainda mais quando você vê que são pessoas gente fina.

Mas se formos entrar no assunto de coisas das quais eu já me arrependi de dizer, dá mais uns cinco posts, no mínimo. Saio-me então com o gif do dia:

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Bullshit happens, vol. 1

26/02/2009

Lendo uma matéria da Ilustrada de hoje, decidi fazer outra tirinha. Aconteceu comigo, true story.

Agora em loop infinito!

Agora em loop infinito!

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26 carnavais

05/02/2009

Amanhã é o dia. Admito que não curti muito essa história de dobrar a esquina do quarto de século, mas pelo menos esse maldito inferno astral acabou! Agora só preciso inventar outra desculpa para as coisas que dão errado até ano que vem, and I’ll be fine!

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Isso é que é instinto

21/01/2009
E ainda fotografa depois

E ainda fotografa depois!

[UPDATE: Achei de onde veio isso, é de um rally na Irlanda em 1995. Tem vídeo aqui]

Pior que comigo aconteceu uma coisa parecida, em 2004. Por sorte, tinha uma árvore na frente (avance pra 6:10):

Eu era o câmera. Na hora eu continuei gravando como se nada tivesse acontecido, só depois fui me ligar que, não fosse aquela árvore, provavelmente eu estaria de cadeira de rodas agora. Como é bom ser jornalista!

(PS: o vídeo é parte do documentário Sonhos Enferrujam, sobre a história da Gurgel, que fiz na faculdade. Pretendo falar sobre ele aqui algum dia, mas se você não se aguenta de curiosidade, tá liberado no YouTube).

Lembranças de viagem – Frankfurt (out/08)

22/12/2008

Me lembra tanto Joinville...

Me lembra tanto Joinville...

Eu gosto muito de viajar, mas não sei se sou um bom turista. Quero dizer, eu gosto de ver pontos turísticos, conhecer a cidade e tralalá, mas não tenho saco de tirar fotos. É algo parecido ao que acontece em shows: toda vez que levanto a câmera tenho que parar de olhar para o que está acontecendo, e a iminência de que você não vai ver aquilo de novo torna o ato um tanto brochante.

Por outro lado, as fotos são muito mais eficientes que a minha memória. Pegando o exemplo da viagem que recentemente para Frankfurt e Berlim, por exemplo: tirando o que eu fotografei, não consigo me lembrar de quase nada. E isso porque a viagem foi em outubro passado… Para não acontecer como meu colegial e faculdade, dos quais eu devo ter só umas cinco fotos e nada mais me lembro, tenho tentado mudar esse hábito.

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We miss you, Madoninha

18/12/2008

Eu já estava cabreiro como ninguém tinha mencionado Gizele Silveira com essa vinda de Madonna ao Brasil. Nos tempos de dificuldade, ela perseverou. Quando rolou seu meme, em 2006 (ou 2005?), todos se divertiram às suas custas. Agora, na hora de colher os frutos, aposto que não rolou nem um vipzinho pro apartamento do Bruno Gagliasso.

A gota d’água foi hoje, quando coloquei “feriado! comemore! vai ser tão legal!” no MSN, e ninguém entendeu (ouça aqui). Tá na hora de um pouco de justiça histórica. Com vocês, o especial “A Ascenção [sic] de Madoninha” na Márcia Goldschmidt:

1. História de luta

2. Performance

3. Ela vai ter uma surpresa

Por mim, abria o show, fácil. Até porque o figurino é menos assustador.

UPDATE: Após uma investigação minuciosa, descobri que Madoninha atualmente vive na Itália, realizando seu sonho de viver da dança. I guess.