Eu voltarei

14/01/2010 por Gustavo Falso

Enquanto isso, pirem como eu pirei

Gif animado conceitual

Gif animado conceitual

Autoconvencimento é tudo

This is not the end

11/08/2009 por Gustavo Falso

Gentil que sou, esqueci de avisar que esse blog tá em recesso até o meio de setembro. Na falta de um emprego, agora estou com três, logo, one of the hobbits has to go.

Ah, e entregando o “mistério” que eu fiz aqui uns posts atrás: eu tinha sido convidado pra um teste de VJ na PlayTV. HAHAHA. Juro. Mas não rolou. Sigo me descobrindo a nível de roteirista mesmo, e tá bem legal.

Mas não percam a motivação!

Voltamos em breve!

Voltamos em breve!

Solitariedade seletiva

01/07/2009 por Gustavo Falso

Inspirado, talvez, pelo recém-nascido blog da Lígia (bem bom, colem lá), estou tentando fazer posts com mais de 20 palavras agora. E o tema desse é propício, super do momento: “ser político” na internêt.


Auto-jabá contextualizado: eu acho mesmo que essa música tem a ver com o assunto, reparem na letra

Ninguém vai acreditar, mas eu estava pensando sobre isso desde antes desse lance #forasarney-piratas do twitter-subcelebridades (link para um dos títulos de matéria mais maldosos que eu já li). E por quê? Porque se tem uma coisa que eu tenho acompanhado com fervor de noveleiro nesses últimos meses são os incríveis desdobramentos da Operação Satiagraha. Pra mim, ela tem sido diversão garantida, um roteiraço, com herói claudicante, vilão maquiavélico, juízes aloprados, jornais vendidos… Até a tradução do nome para o português é novelesca: “Resistência pela Verdade”. Um pouco corny, mas ainda sim.

Seria difícil resumir aqui num post a novela toda, mas a página da Wikipedia que eu linkei aí em cima é um começo. Fora que, dependendo da fonte em que se informa sobre, você pode contá-la de um jeito diferente. Mas um resumo mental de porque eu gosto tanto dela é algo assim (pode pular esses itens, se quiser):

    Ele tem barba, é um jovem

    Ele tem barba, é um jovem

  1. Protógenes Queiroz (vá lá, nosso Skywalker malajambrado), um delegado com várias operações cabeludas (e aplaudidas pela mídia) na bagagem, deflagra a prisão de Daniel “Darth” Dantas, banqueiro multitrilhardário, do Naji Nahas, investidor que quebrou a bolsa do RJ, e o sempre hilário Celso Pitta, entre outros;
  2. Gilmar Mentes, o Darth Maul do nosso Darth Vader, atropela todas as instâncias da Justiça (ahem) brasileira e aceita um habeas corpus pedido pelos advogados de Dantas (porque né, pra quê passar por tantos intermediários? Bate no STF logo);
  3. Como que já sabendo da estratégia, Protógenes entra com novo mandado de prisão para Dantas Vader, aceito pelo juiz de primeira instância Fausto de Sanctis, outro personagem importante da história. O pensamento deles, imagino, é que GilMaul Mendes não seria celerado o suficiente pra cagar duas vezes seguidas na cabeça de todo sistema judiciário nacional, ainda mais com a mídia olhando;
  4. Gilmar Mendes supreendes e faz exatamente isso, despachando de madrugada um segundo habeas corpus. Determinação em fazer justiça é isso aí. Lembrando que o único precedente na justiça de STF soltando banqueiro nessas condições era o do Salvattore Caciolla, que fez o quê? Fugiu. Ou seja, ÓTIMO precedente;
  5. Mais de 400 juízes assinam manifesto apoiando o de Sanctis, que além de tudo foi esculachado pelo Mendes na segunda decisão. Só faltou chamar de moleque (se é que faltou). Juízes do STF discordam, vira um bafafá dos diabos. Sem contar uma polêmica ridícula da proibição do uso de algemas, uma farofa inacreditável;
  6. Daí pra frente, a guerra é travada nos jornais e revistas: a Veja (que antes malhava o Dantas!) inventa, sério mesmo, inventa um grampo de um diálogo (totalmente inócuo) do Gilmar Mendes com outro carinha lá (é muita gente, não cobrem), e em cima disso começa uma campanha contra “o estado policial que ameaçava fincar estacas no coração da democracia” – juro procês que escreveram isso.
  7. Cria-se uma “crise” carnavalesca em cima disso que custa a cabeça do diretor da Abin, Paulo Lacerda (uma espécie de Yoda do nosso Luke), por teoricamente TER AJUDADO NA INVESTIGAÇÃO. Ou seja, da primeira vez que essa porra de Abin faz alguma coisa útil, o cara é mandado embora. O ponto é: do nada, passa a ser mais importante investigar um grampo sem nenhuma prova além da tinta da Veja e ignora-se o fato de que o esquema do Dantas com o Opportunity tinha desviado trocentos bilhões de reais;

Bem, vou parar de enumerar porque ninguém vai ler tudo isso mesmo. Mas olhe para o volume de texto que tem aí: ele prova que são muitas as razões pra acompanhar essa trama farsesca. E eu ficava INDIGNADO que no nosso mundinho classemédiablogosferaindiecooluniversopop um remix do Cut Cuty pro lado B do single descartado da Britney repercutia mais que absurdos como isso. E eu me perguntava: porra, ninguém mesmo quer saber sobre política?

Daí sou surpreendido pela recentíssima adesão em massa a um “protesto virtual” contra os atos secretos do Sarney. Lógico que é ridículo um cara empregar a família inteira no Senado, atos secretos pra aumentar salário etc., mas convenhamos, alguém não sabia disso, porra? Os Sarney têm o Maranhão só pra eles desde sempre. E alguém não sabia que Brasília é uma farra de cargos sem fim? Não que não seja necessário, mas se for pra limpar o negócio lá nesses termos, não sobra nem faxineiro.

Vou botar um desse aqui nocêis, ó

Fora que, a se comparar o rombo que o esquema de Dantas faz no erário, o salário dos contratados pelo Sarney é troco. Se comparar com os precedentes desgraçados que o Gilmar Mendes está abrindo na Justiça brasileira, desmoralizando o que parecia impossível de desmoralizar mais, o mal fica quase inofensivo.

“Mas pelo menos se faz alguma coisa!”, dizem os atuantes virtuais, reunidos debaixo do Masp. Sim, inegável, mas a pergunta que tem que ser feita tanto pros Piratas-#forasarneys quanto pros altamente suspeitos tô-nem-aí-pra-protesto-de-sofá-de-subcelebridades é, com o perdão da palavra, porque CARALHAS fazer um movimento “político” contra um peso morto como o Sarney, quando tem caras muito piores fazendo coisas absurdas debaixo dos nossos narizes? Get your priorities straight, man!

O que nos leva ao “debate” que está rolando atualmente em twitteres (estou levando essa merda muito a sério, vocês podem ver) e blogs e lugares afins: como se pode ser político nos tempos de interwebs?

Tomou fumo da crítica

Tomou fumo da crítica

A primeira figura que vem à baila nos debates é o Tico Sta. Cruz, por sua já extensa experiência no campo “pessoa conhecida que faz coisas políticas”. A acusação dos que não gostam é sempre de que sua banda não faz mais sucesso como antes (o que não é mentira) e ele faz isso “pra se amostrar”. Pesa contra o cara, também, que ele às vezes defende suas opiniões de forma chata pra cacete e volta e meia linka o (irc) Reinaldo Azevedo, mas preciso concordar com ele nesse ponto: o grande jogo, hoje, não é ficar em evidência? Male male, ele achou seu jeito. Quando a Beth Ditto mete a boca na Katy Perry exatamente na semana de lançamento do disco do Gossip, a meu ver é a mesma coisa. E ele (Tico) tem lá sua consistência ideológica, se mete em diversos assuntos faz tempo, não acho que se possa desmerecer o cara assim, de imediato. [EDIT: o fail da passeata dele, reportado pelo Estadão (ó o cara ganhando espaço aí), diz muito sobre a superdimensão que tanto ele quanto os críticos fazem da capacidade da internet mudar a opinião das mobilizar as pessoas politicamente.]

Agora esses twpiratas, bem, ingenuidade política não é nenhuma novidade no nosso combalido “star system” (entenda aqui, no post de título maldoso do caderno Link – que é do Estadão, o que de certa forma também o coloca em uma posição delicada para discutir atuação política). Os “piratas” (aliás, por que catzo esse nome?) são um exemplo bem acabado do que o Stephen Colbert batizou de “solitariedade“: “uma nova forma de ativismo, onde cidadãos passivamente observam abusos dos direitos civis para blogar melhor sobre eles da segurança da casa dos seus pais“.

Mas pra encerrar esse assunto logo, vou discordar um pouco de quem só fica tripudiando em cima dos caras. É a mesma coisa que ficar batendo no fato do emo estar na moda, “usando o rock’n'roll pra aparecer”. Bem, pelo menos é alguma coisa parecida com rock, coloca as guitarras de novo na moda, faz moleques montarem trocentas bandas ruins, mas uma ou outra coisa boa pode surgir disso.

Igual com política. Os caras estão liderando uma massa de pessoas jogando para a platéia por motivos equivocados, mas vai que um ou dois lá no meio dos seguidores criam algum senso crítico? Mais chances disso acontecer do que discutindo “cultura pop” o tempo todo, convenhamos.

Galera caga e anda mesmo

Caga e anda? Ao menos seja fofo about it

Lugares para ler, se você torce pro Protógenes:
Blog do Nassif
Terra Magazine

Se você torce pro Gilmar Mendes:
Blog do Reinaldo Azevedo
(não vou linkar pq é bad karma)

A barba é jovem

30/06/2009 por Gustavo Falso

Olha só que curioso. Nas últimas aparições de TV que fizemos, tipo o Jô Soares e o Acesso MTV, eu, tonto que sou, cortei a barba para, admito, “parecer mais jovem”. Que ridículo, né? Enfim. Estava seguindo uma lógica que, pra mim, é lógica: barba é coisa de gente velha. Não faz sentido isso?

Mas aí ontem passou na cultura a nossa entrevista no Radiola, o programa da Tramavirtual na Cultura, para o qual eu tinha esquecido de fazer a barba, acho. Aí repare no último comentário que o João Marcello Bôscoli faz:

Tá certo que a minha barba nem é uma barba direito, mal consegue esconder meu rosto, e isso teoricamente explica, mas hoje eu vi um povo falando no Twitter (e isso pra mim já é evidência o bastante) que o ator Gregório Duvivier, que faz o nerd verborrágico do bom filme “Apenas o Fim”, deixou a barba crescer pra parecer mais jovem no longa. Acuma?

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Death of a martian

27/06/2009 por Gustavo Falso

Bom, não tinha mais nenhum título sobrando para falar do Michael Jackson. E tudo bem que a música do RHCP fala sobre um cachorro, mas convém ao caso, sem (quase) nenhum desrespeito intencional.

Não, nem tenho nada novo pra dizer sobre o que significou a carreira do cara, sua morte e etceteras. Se você ainda quer ler sobre isso, recomendo esse texto da Slate, que me remeteu a esse vídeo do Jarvis Cocker, do Pulp, interrompendo a apresentação de “Earth Song” no Brit Awards de 1996:

Diz o Jarvis que foi um protesto contra o messianismo do Michael Jackson, que se não me engano abençoava um rabino durante a performance, cercado de um coro de crianças (ahem). “Earth Song”, faz sentido pra um marciano.

Mas nem é disso que eu ia falar, a princípio. Ontem passou no SBT o grande e largamente inexplicável Moonwalker, espécie de filme promocional do disco Bad lançado em 88. Não tem nenhum grande plot, é uma sequência de curtas-videoclipes, um mais nonsense que o outro. Tipos, depois de uma refilmagem do clipe de “Bad” (aquele do metrô) feita só com crianças (ahem), o Michael-criança passa por uma fumaça e vira Michael-adulto de novo. Aí ele é perseguido por fãs e jornalistas de massinha, e para fugir se transforma em um coelho (pois é) e sai andando de moto ao som de “Speed Demon”. Juro:

Aí, umas lengalengas depois, Jacko está brincando no parque com crianças (ahem), entre elas o Sean Lennon, parece, quando o cachorro dele foge atrás da bola. Todos entram numa caverna e lá encontram o Mr. Big (não aquele, nem o do Sex & The City, mas sim o Joe Pesci), um gângster que quer viciar o mundo em drogas, começando pelas crianças (ahem). Enfim, daí pra frente a gente descobre que o Michael na verdade era um gângster mágico, que tira seu poder de estrelas cadentes e pode se transformar em carro, robô e nave espacial. Tudo isso pra salvar uma criancinha loira (ahem) das mãos do Mr. Big.

Bem, por incrível que pareça, esse samba do ex-crioulo-doido virou um jogo de videogame, que foi razoavelmente popular no Brasil lá no comecinho dos anos 90, e esse é o ponto que eu queria chegar. O nome oficial é Michael Jackson’s Moonwalker, e eu jogava a versão do Mega Drive, que comparada aos Shinobi e Golden Axe da época era horrível, mas tinha seu charme:

Tem também o jogo todo no YouTube, pra quem está MUITO saudoso mesmo. Mas observando esse trecho, dá pra ter uma ideia de como o axioma “Michael Jackson é esquisito” se instalou de forma perene nas psiquês indefesas da juventude que jogava isso:

  • Saem brilhos das mãos e pés dele;
  • Mesmo em 16 bits, dá pra notar que o chutinho xoxo do MJ nunca derrubaria um gângster;
  • Quando uma mulher agarra o Michael, você tem que bater nela;
  • As criança (porque era sempre a mesma) dão um gritinho “Michael!” que nunca mais sai da memória;
  • Depois de resgatar as criança da fase, um CHIMPANZÉ aparece do nada e aponta pra que lado ir;
  • Quando se sobe no piano, as teclas fazem barulho (eu achava isso muito moderno);
  • Todo mundo dança e morre na sequência. E estamos na primeira fase.

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No news friday

29/05/2009 por Gustavo Falso

Bem, anticlimaxicamente, ninguém me ligou hoje. Boa ou má, a notícia fica para segunda, i guess.

(Sem imagem porque o Firefox também não está a fim de colaborar)

Big news friday

26/05/2009 por Gustavo Falso

Então, lembram aquela baitolagem toda que eu fiquei fazendo sobre grandes planos, grandes mudanças etc.? Bem, tá tudo rolando ainda. Mas pra deixar mais legal, já que sexta é o dia que me darão a resposta nessa fascinante guinada de carreira, vou deixar pra anunciar a proposta em si, o sucesso ou fracasso no dia em que souber mesmo.

Enquanto isso, que mais que eu conto de emocionante… O Edgard no Ar, programa do qual faço parte da equipe de (dois) roteiristas, pelo que eu soube teve um começo não dos melhores no Ibope, mas agora está indo bem. O que é de se surpreender, dado que o Multishow não passa praticamente nenhuma chamada do programa, não faço ideia porquê. Alguma alma caridosa subiu no YouTube alguns exemplares do meu quadro preferido, que é a radionovela do último bloco (que também prometeram que subiriam no site do Multishow, mas enfim…)

Nota-se, claro, que o quadro ainda tem o que melhorar. Como não tivemos piloto, fomos fazendo os ajustes valendo mesmo. O programa (que passa toda terça, às 21h, no Multishow) começou meio corridão, com muitos quadros, muitas ideias e pouco tempo pra desenvolver qualquer assunto, mas acho que no de hoje (com o NX Zero) chegamos em algo mais próximo do ideal.

Aliás, como já tinham me avisado antes, os caras são bastante simpáticos ao vivo. Toparam fazer tudo que a gente pediu no programa, inclusive cover de Kings of Leon. Para um boquirroto como eu, que sempre fala antes de pensar duas vezes, é sempre um problema encontrar gente que você já falou mal por preconceito (e não me entendam mal, ou bem, enfim, nesses tempos de “sou eclético” eu acho preconceito uma coisa até boa na música), ainda mais quando você vê que são pessoas gente fina.

Mas se formos entrar no assunto de coisas das quais eu já me arrependi de dizer, dá mais uns cinco posts, no mínimo. Saio-me então com o gif do dia:

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Barreira invisível

19/05/2009 por Gustavo Falso

Eu quero atualizar mais esse blog…

Mas alguma coisa não deixa!

Mas alguma coisa não deixa!

Salve @giltokio, the man with the gifs

Visão além do alcance

11/05/2009 por Gustavo Falso

Lembram daquela proposta que eu falei? Então. Fui lá hoje. Estava mal, acho que não desempenhei muito bem, talvez, sei lá. Saí pensando “que seja, não vou precisar muito mesmo”.

Eis que logo depois do almoço eu descubro que muito provavelmente vou precisar.

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Topa ou não topa

07/05/2009 por Gustavo Falso

Depois que rolou a tal entrevista no Jô Soares, muitos convites legais apareceram. Fomos na 89fm, no Edgard no Ar (tudo bem, esse já estava gravado), mas ontem recebi uma ligação com um outro tipo de convite, daqueles do tipo “porra, acho que sempre quis fazer isso, será que estou a fim de largar o que estou fazendo e arriscar?”

Em geral, ultimamente, tenho investido sem pensar muito nas coisas que parecem boas para meus planos. Mas esse “investimento” tem feito com que eu às vezes perca a perspectiva de outras coisas importantes que consegui até aqui. Então estou neste exato momento com aquela sensação de “topa ou não topa”. Daí, como uma luz, um gif animado apareceu.

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