Archive for the ‘ah, os 90s’ Category

Em 97, qualquer um era cineasta

07/02/2011

Ontem eu fiz aniversário pela 28ª vez. Acho que por causa do 8, redondinho, gordinho, o número é bem mais pesado do que 27. Ou seja, mais um capítulo da novela que sempre será melhor antes do que agora, SAUDOSISMO ATTACK!!!

Na verdade eu ainda gosto de redescobrir coisas em VHS ou, mais raro até, CD-ROMs que a gente encontra pelas gavetas da vida. Foi o caso ontem, nesse meu aniversário, ao qual por sinal compareceu o Alex, amigo mais antigo com que mantenho contato (fizemos a conta e fazem assustadores 20 anos agora em 2011).

O que havia nesse CD-ROM? Alguém com menos de 20 anos sabe o que é um CD-ROM? Bem, ele tinha vídeos, 48 deles. Vídeos de um minuto, como esse aqui:

Essa voz fanha imitando o “Saúde É o Que Interessa” da Escolinha do Professor Raimundo sobre uma trilha de Speed Racer versão dance (não fica mais anos 90 que isso) é minha.
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Lord help me now

09/03/2010

Ia colocar esse na coleção “Foi engano”, porque eu estou bastante certo de não ter dado meu email pra nenhum mailing da Bola de Neve, mas achei que era esticar demais o conceito. De toda forma, chegou pra mim e achei digno dividir:

Rodolfaithful

Rodolfaithful

Nove anos já, dios mio. Pior que nem é o primeiro email que eu recebo dele. A gente esteve em Maringá uma semana antes e já estávamos sabendo que ele viria, como essa imagem comprova.

Outra coisa que eu estou bastante certo é que ele tinha um site mto ’02 feelings, um quarto com objetos que se mexiam conforme o mouse passava em cima (guitarra para músicas, gaveta para fotos etc.). Mas pelo visto, o domínio foi dessa pra melhor. Em todo caso, se você não pode resistir ao chamado, aqui está o MySpace dele.

Why of course

Why of course

Death of a martian

27/06/2009

Bom, não tinha mais nenhum título sobrando para falar do Michael Jackson. E tudo bem que a música do RHCP fala sobre um cachorro, mas convém ao caso, sem (quase) nenhum desrespeito intencional.

Não, nem tenho nada novo pra dizer sobre o que significou a carreira do cara, sua morte e etceteras. Se você ainda quer ler sobre isso, recomendo esse texto da Slate, que me remeteu a esse vídeo do Jarvis Cocker, do Pulp, interrompendo a apresentação de “Earth Song” no Brit Awards de 1996:

Diz o Jarvis que foi um protesto contra o messianismo do Michael Jackson, que se não me engano abençoava um rabino durante a performance, cercado de um coro de crianças (ahem). “Earth Song”, faz sentido pra um marciano.

Mas nem é disso que eu ia falar, a princípio. Ontem passou no SBT o grande e largamente inexplicável Moonwalker, espécie de filme promocional do disco Bad lançado em 88. Não tem nenhum grande plot, é uma sequência de curtas-videoclipes, um mais nonsense que o outro. Tipos, depois de uma refilmagem do clipe de “Bad” (aquele do metrô) feita só com crianças (ahem), o Michael-criança passa por uma fumaça e vira Michael-adulto de novo. Aí ele é perseguido por fãs e jornalistas de massinha, e para fugir se transforma em um coelho (pois é) e sai andando de moto ao som de “Speed Demon”. Juro:

Aí, umas lengalengas depois, Jacko está brincando no parque com crianças (ahem), entre elas o Sean Lennon, parece, quando o cachorro dele foge atrás da bola. Todos entram numa caverna e lá encontram o Mr. Big (não aquele, nem o do Sex & The City, mas sim o Joe Pesci), um gângster que quer viciar o mundo em drogas, começando pelas crianças (ahem). Enfim, daí pra frente a gente descobre que o Michael na verdade era um gângster mágico, que tira seu poder de estrelas cadentes e pode se transformar em carro, robô e nave espacial. Tudo isso pra salvar uma criancinha loira (ahem) das mãos do Mr. Big.

Bem, por incrível que pareça, esse samba do ex-crioulo-doido virou um jogo de videogame, que foi razoavelmente popular no Brasil lá no comecinho dos anos 90, e esse é o ponto que eu queria chegar. O nome oficial é Michael Jackson’s Moonwalker, e eu jogava a versão do Mega Drive, que comparada aos Shinobi e Golden Axe da época era horrível, mas tinha seu charme:

Tem também o jogo todo no YouTube, pra quem está MUITO saudoso mesmo. Mas observando esse trecho, dá pra ter uma ideia de como o axioma “Michael Jackson é esquisito” se instalou de forma perene nas psiquês indefesas da juventude que jogava isso:

  • Saem brilhos das mãos e pés dele;
  • Mesmo em 16 bits, dá pra notar que o chutinho xoxo do MJ nunca derrubaria um gângster;
  • Quando uma mulher agarra o Michael, você tem que bater nela;
  • As criança (porque era sempre a mesma) dão um gritinho “Michael!” que nunca mais sai da memória;
  • Depois de resgatar as criança da fase, um CHIMPANZÉ aparece do nada e aponta pra que lado ir;
  • Quando se sobe no piano, as teclas fazem barulho (eu achava isso muito moderno);
  • Todo mundo dança e morre na sequência. E estamos na primeira fase.

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Don’t start a band

12/01/2009

No começo do clipe “Nada Não”, dos Ecos Falsos, eu apareço falando uma frase que muita gente (ok, uma quantidade razoável de gente) classificou como “pessimista”. Essa aqui:

Verdade seja dita, essa frase nem é minha, ouvi não sei onde. Mas achei interessante registrá-la naquele momento, lançamento do primeiro disco da minha banda, uma perda de cabaço inocência pela qual todo mundo que se dedica ao lance acaba passando. E eu sempre quis escrever algo mais elaborado sobre o que eu mesmo quis dizer ali (hã, você entendeu).

Mas, pra minha sorte (e a de vocês, provavelmente), achei hoje um vídeo que pratcamente resume o que eu pretendia dizer sobre o assunto. E deixando claro, mais uma vez, que “pessimismo” não é o lance.

Quem quiser, tem a letra aqui. E antes que digam qualquer coisa, apesar de perdas recentes, nunca estive mais animado com a banda. Mas se você me pedir um conselho…

(PS: o Reel Big Fish é só mais uma das minhas recentes e preocupantes manifestações de saudosismo noventista. Mas caramba, devia ter prestado mais atenção neles na época)