Archive for the ‘qualquer coisa’ Category

Uns 50 g mais leve

13/02/2011

image

Deve ter sido a lipoaspiração menos efetiva da história. Até pq não foi uma lipoaspiração, foi uma cirurgia para retirar um tumor benigno do pescoço. E até q grandinho: 40x27x20 mm.

Eu não tinha falado pra muita gente sobre, um pouco pela cara de pavor que todo mundo faz ao ouvir a palavra “tumor”. Outro tanto pra não ter que explicar que sou uma besta por não ter ido ver isso antes, mas nunca doeu, não era muito visível e eu pensava “bah, não deve ser nada”. Claro!

Pelo que deu pra entender do jargão, o tumor cresceu na parótida, uma glândula salivar. Não era um risco imediato, mas estava começando a crescer rumo a uma espécie de bócio, uma bolotona no pescoço. Fora o risco de, como dizem, “malignizar”.

Pensei bem nos prós e contras (humm, ficar normal ou deixar crescer um verrugão maligno?) e fui atrás de uma cirurgia no SUS, porque né, não tá fácio pra ninguém.

Consegui finalmente um leito no InCor, que salvo engano foi construído/reformado com dinheiro do MacLanche Feliz (grande Ronald), o que foi uma sorte, apesar de ter caído exatamente no dia de um show no Rio de Janeiro. A banda acabou indo sem mim, e como ninguém me ligou desesperado até agora, suspeito que foi tudo bem.

Voltando à cirurgia, vou admitir que estava assustado porque, como três médicos fizeram questão de me alertar, havia um risco de lesionar os nervos que controlam os músculos do rosto se o tumor estivesse em volta deles. Ou seja, ficar com a boca torta irreversivelmente. Fora a anestesia geral!

Poxa, desmaiar voluntariamente pra alguém abrir o seu pescoço, podendo acordar todo torto, não é um pensamento muito empolgante. Fora que eu não sabia se ia ser como Inception ou Tony Soprano, sonhando por anos a fio antes de acordar.

Mas obviamente não foi nada disso, eu sequer percebi quando apaguei. Foi fechar os olhos e acordar com um dreno no pescoço, que infelizmente só vão tirar amanhã (saco). O tumor estava, de fato, envolvendo os nervos do rosto, mas pelo visto não lesionou nada (só o lado direito ainda tá meio bobo, não consigo encher a bochecha, vaza o ar pela boca, hahaha).

Vai ficar uma cicatriz grandinha, da frente da orelha até o meio do queixo, mas nada que minha vasta barba não esconda. E nos próximos trinta dias, nada de exercício físico (aaahhh).

Hj não tem gif animado, mas também convenhamos que fazer um post da cama do hospital já tá bom demais.

Hasta!

Anúncios

fuck yeah stupid gifs!

22/03/2010

Da série “links para blogs que fazem muito melhor o que este aqui deveria fazer”, fuck yeah stupid gifs!

Pensa só

Pensa só

(via Edna, sempre esqueço o twitter dela)

Protegido: Cala-te, boca

11/03/2010

Este conteúdo está protegido por senha. Para vê-lo, digite sua senha abaixo:

Lord help me now

09/03/2010

Ia colocar esse na coleção “Foi engano”, porque eu estou bastante certo de não ter dado meu email pra nenhum mailing da Bola de Neve, mas achei que era esticar demais o conceito. De toda forma, chegou pra mim e achei digno dividir:

Rodolfaithful

Rodolfaithful

Nove anos já, dios mio. Pior que nem é o primeiro email que eu recebo dele. A gente esteve em Maringá uma semana antes e já estávamos sabendo que ele viria, como essa imagem comprova.

Outra coisa que eu estou bastante certo é que ele tinha um site mto ’02 feelings, um quarto com objetos que se mexiam conforme o mouse passava em cima (guitarra para músicas, gaveta para fotos etc.). Mas pelo visto, o domínio foi dessa pra melhor. Em todo caso, se você não pode resistir ao chamado, aqui está o MySpace dele.

Why of course

Why of course

Eu voltarei

14/01/2010

Enquanto isso, pirem como eu pirei

Gif animado conceitual

Gif animado conceitual

Autoconvencimento é tudo

Solitariedade seletiva

01/07/2009

Inspirado, talvez, pelo recém-nascido blog da Lígia (bem bom, colem lá), estou tentando fazer posts com mais de 20 palavras agora. E o tema desse é propício, super do momento: “ser político” na internêt.


Auto-jabá contextualizado: eu acho mesmo que essa música tem a ver com o assunto, reparem na letra

Ninguém vai acreditar, mas eu estava pensando sobre isso desde antes desse lance #forasarney-piratas do twitter-subcelebridades (link para um dos títulos de matéria mais maldosos que eu já li). E por quê? Porque se tem uma coisa que eu tenho acompanhado com fervor de noveleiro nesses últimos meses são os incríveis desdobramentos da Operação Satiagraha. Pra mim, ela tem sido diversão garantida, um roteiraço, com herói claudicante, vilão maquiavélico, juízes aloprados, jornais vendidos… Até a tradução do nome para o português é novelesca: “Resistência pela Verdade”. Um pouco corny, mas ainda sim.

Seria difícil resumir aqui num post a novela toda, mas a página da Wikipedia que eu linkei aí em cima é um começo. Fora que, dependendo da fonte em que se informa sobre, você pode contá-la de um jeito diferente. Mas um resumo mental de porque eu gosto tanto dela é algo assim (pode pular esses itens, se quiser):

    Ele tem barba, é um jovem

    Ele tem barba, é um jovem

  1. Protógenes Queiroz (vá lá, nosso Skywalker malajambrado), um delegado com várias operações cabeludas (e aplaudidas pela mídia) na bagagem, deflagra a prisão de Daniel “Darth” Dantas, banqueiro multitrilhardário, do Naji Nahas, investidor que quebrou a bolsa do RJ, e o sempre hilário Celso Pitta, entre outros;
  2. Gilmar Mentes, o Darth Maul do nosso Darth Vader, atropela todas as instâncias da Justiça (ahem) brasileira e aceita um habeas corpus pedido pelos advogados de Dantas (porque né, pra quê passar por tantos intermediários? Bate no STF logo);
  3. Como que já sabendo da estratégia, Protógenes entra com novo mandado de prisão para Dantas Vader, aceito pelo juiz de primeira instância Fausto de Sanctis, outro personagem importante da história. O pensamento deles, imagino, é que GilMaul Mendes não seria celerado o suficiente pra cagar duas vezes seguidas na cabeça de todo sistema judiciário nacional, ainda mais com a mídia olhando;
  4. Gilmar Mendes supreendes e faz exatamente isso, despachando de madrugada um segundo habeas corpus. Determinação em fazer justiça é isso aí. Lembrando que o único precedente na justiça de STF soltando banqueiro nessas condições era o do Salvattore Caciolla, que fez o quê? Fugiu. Ou seja, ÓTIMO precedente;
  5. Mais de 400 juízes assinam manifesto apoiando o de Sanctis, que além de tudo foi esculachado pelo Mendes na segunda decisão. Só faltou chamar de moleque (se é que faltou). Juízes do STF discordam, vira um bafafá dos diabos. Sem contar uma polêmica ridícula da proibição do uso de algemas, uma farofa inacreditável;
  6. Daí pra frente, a guerra é travada nos jornais e revistas: a Veja (que antes malhava o Dantas!) inventa, sério mesmo, inventa um grampo de um diálogo (totalmente inócuo) do Gilmar Mendes com outro carinha lá (é muita gente, não cobrem), e em cima disso começa uma campanha contra “o estado policial que ameaçava fincar estacas no coração da democracia” – juro procês que escreveram isso.
  7. Cria-se uma “crise” carnavalesca em cima disso que custa a cabeça do diretor da Abin, Paulo Lacerda (uma espécie de Yoda do nosso Luke), por teoricamente TER AJUDADO NA INVESTIGAÇÃO. Ou seja, da primeira vez que essa porra de Abin faz alguma coisa útil, o cara é mandado embora. O ponto é: do nada, passa a ser mais importante investigar um grampo sem nenhuma prova além da tinta da Veja e ignora-se o fato de que o esquema do Dantas com o Opportunity tinha desviado trocentos bilhões de reais;

Bem, vou parar de enumerar porque ninguém vai ler tudo isso mesmo. Mas olhe para o volume de texto que tem aí: ele prova que são muitas as razões pra acompanhar essa trama farsesca. E eu ficava INDIGNADO que no nosso mundinho classemédiablogosferaindiecooluniversopop um remix do Cut Cuty pro lado B do single descartado da Britney repercutia mais que absurdos como isso. E eu me perguntava: porra, ninguém mesmo quer saber sobre política?

Daí sou surpreendido pela recentíssima adesão em massa a um “protesto virtual” contra os atos secretos do Sarney. Lógico que é ridículo um cara empregar a família inteira no Senado, atos secretos pra aumentar salário etc., mas convenhamos, alguém não sabia disso, porra? Os Sarney têm o Maranhão só pra eles desde sempre. E alguém não sabia que Brasília é uma farra de cargos sem fim? Não que não seja necessário, mas se for pra limpar o negócio lá nesses termos, não sobra nem faxineiro.

Vou botar um desse aqui nocêis, ó

Fora que, a se comparar o rombo que o esquema de Dantas faz no erário, o salário dos contratados pelo Sarney é troco. Se comparar com os precedentes desgraçados que o Gilmar Mendes está abrindo na Justiça brasileira, desmoralizando o que parecia impossível de desmoralizar mais, o mal fica quase inofensivo.

“Mas pelo menos se faz alguma coisa!”, dizem os atuantes virtuais, reunidos debaixo do Masp. Sim, inegável, mas a pergunta que tem que ser feita tanto pros Piratas-#forasarneys quanto pros altamente suspeitos tô-nem-aí-pra-protesto-de-sofá-de-subcelebridades é, com o perdão da palavra, porque CARALHAS fazer um movimento “político” contra um peso morto como o Sarney, quando tem caras muito piores fazendo coisas absurdas debaixo dos nossos narizes? Get your priorities straight, man!

O que nos leva ao “debate” que está rolando atualmente em twitteres (estou levando essa merda muito a sério, vocês podem ver) e blogs e lugares afins: como se pode ser político nos tempos de interwebs?

Tomou fumo da crítica

Tomou fumo da crítica

A primeira figura que vem à baila nos debates é o Tico Sta. Cruz, por sua já extensa experiência no campo “pessoa conhecida que faz coisas políticas”. A acusação dos que não gostam é sempre de que sua banda não faz mais sucesso como antes (o que não é mentira) e ele faz isso “pra se amostrar”. Pesa contra o cara, também, que ele às vezes defende suas opiniões de forma chata pra cacete e volta e meia linka o (irc) Reinaldo Azevedo, mas preciso concordar com ele nesse ponto: o grande jogo, hoje, não é ficar em evidência? Male male, ele achou seu jeito. Quando a Beth Ditto mete a boca na Katy Perry exatamente na semana de lançamento do disco do Gossip, a meu ver é a mesma coisa. E ele (Tico) tem lá sua consistência ideológica, se mete em diversos assuntos faz tempo, não acho que se possa desmerecer o cara assim, de imediato. [EDIT: o fail da passeata dele, reportado pelo Estadão (ó o cara ganhando espaço aí), diz muito sobre a superdimensão que tanto ele quanto os críticos fazem da capacidade da internet mudar a opinião das mobilizar as pessoas politicamente.]

Agora esses twpiratas, bem, ingenuidade política não é nenhuma novidade no nosso combalido “star system” (entenda aqui, no post de título maldoso do caderno Link – que é do Estadão, o que de certa forma também o coloca em uma posição delicada para discutir atuação política). Os “piratas” (aliás, por que catzo esse nome?) são um exemplo bem acabado do que o Stephen Colbert batizou de “solitariedade“: “uma nova forma de ativismo, onde cidadãos passivamente observam abusos dos direitos civis para blogar melhor sobre eles da segurança da casa dos seus pais“.

Mas pra encerrar esse assunto logo, vou discordar um pouco de quem só fica tripudiando em cima dos caras. É a mesma coisa que ficar batendo no fato do emo estar na moda, “usando o rock’n’roll pra aparecer”. Bem, pelo menos é alguma coisa parecida com rock, coloca as guitarras de novo na moda, faz moleques montarem trocentas bandas ruins, mas uma ou outra coisa boa pode surgir disso.

Igual com política. Os caras estão liderando uma massa de pessoas jogando para a platéia por motivos equivocados, mas vai que um ou dois lá no meio dos seguidores criam algum senso crítico? Mais chances disso acontecer do que discutindo “cultura pop” o tempo todo, convenhamos.

Galera caga e anda mesmo

Caga e anda? Ao menos seja fofo about it

Lugares para ler, se você torce pro Protógenes:
Blog do Nassif
Terra Magazine

Se você torce pro Gilmar Mendes:
Blog do Reinaldo Azevedo
(não vou linkar pq é bad karma)

A barba é jovem

30/06/2009

Olha só que curioso. Nas últimas aparições de TV que fizemos, tipo o Jô Soares e o Acesso MTV, eu, tonto que sou, cortei a barba para, admito, “parecer mais jovem”. Que ridículo, né? Enfim. Estava seguindo uma lógica que, pra mim, é lógica: barba é coisa de gente velha. Não faz sentido isso?

Mas aí ontem passou na cultura a nossa entrevista no Radiola, o programa da Tramavirtual na Cultura, para o qual eu tinha esquecido de fazer a barba, acho. Aí repare no último comentário que o João Marcello Bôscoli faz:

Tá certo que a minha barba nem é uma barba direito, mal consegue esconder meu rosto, e isso teoricamente explica, mas hoje eu vi um povo falando no Twitter (e isso pra mim já é evidência o bastante) que o ator Gregório Duvivier, que faz o nerd verborrágico do bom filme “Apenas o Fim”, deixou a barba crescer pra parecer mais jovem no longa. Acuma?

(more…)

Visão além do alcance

11/05/2009

Lembram daquela proposta que eu falei? Então. Fui lá hoje. Estava mal, acho que não desempenhei muito bem, talvez, sei lá. Saí pensando “que seja, não vou precisar muito mesmo”.

Eis que logo depois do almoço eu descubro que muito provavelmente vou precisar.

(more…)

Topa ou não topa

07/05/2009

Depois que rolou a tal entrevista no Jô Soares, muitos convites legais apareceram. Fomos na 89fm, no Edgard no Ar (tudo bem, esse já estava gravado), mas ontem recebi uma ligação com um outro tipo de convite, daqueles do tipo “porra, acho que sempre quis fazer isso, será que estou a fim de largar o que estou fazendo e arriscar?”

Em geral, ultimamente, tenho investido sem pensar muito nas coisas que parecem boas para meus planos. Mas esse “investimento” tem feito com que eu às vezes perca a perspectiva de outras coisas importantes que consegui até aqui. Então estou neste exato momento com aquela sensação de “topa ou não topa”. Daí, como uma luz, um gif animado apareceu.

(more…)

A promessa

07/04/2009

Tive uma idéia brilhante: vou programar pra todos os dias, às 23h59, um post igualzinho a esse, com o vídeo de “A Promessa”, do Engenheiros do Hawaii. Se der tempo de postar, eu vou lá e edito antes de aparecer; se não, pelo menos cumpro a mesma!

Idéia brilhante, diz aí.